sábado, 16 de fevereiro de 2013

Psoríase

PSORÍASE É uma doença inftamatória crónica, não contagiosa, que pode aparecer em qualquer idade. Afecta o organismo como um todo, com inflamação generalizada envolvendo vários tipos celulares, tecidos, órgãos e aparelhos: pele (o maior órgão do corpo humano), articulações, vasos sanguíneos, fígado, etc.


PATOLOGIAS ASSOCIADAS
É nesta perspectiva, de doença sistémica, que se fala em co-morbilidades, ou seja, de todo um conjunto de patologias associadas à psoríase: obesidade, alterações dos lípìdos sanguíneos, diabetes, hipertensão arterial, doença isquémica (angina de peito e enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral), fígado gordo, artrite, doença inflamatória intestinal, doença pulmonar obstrutiva cróníca e determinados tipos de tumores.


Vários estudos científicos recentes têm vindo a destacar e a alertar para o aumento da incidência e da prevalência de hipertensão arterial nos doentes de psoríase, o que é muito preocupante em termos de agravamento do estado de saúde geral, da qualidade de vida e do encurtamento da esperança média de sobrevida dos doentes. E considera-se mesmo que se trata de formas mais graves e mais difíceis de tratar, necessitando, por vezes, de associações de dois ou mais fármacos anti-hipertensores.


ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR
Parece-me indispensável, informar estes pacientes, bem como a população em geral, da importância deste novo conceito da doença, pois isto vem alterar a abordagem terapêutica da mesma, necessariamente multidisciplinar e com especial interesse também a nivel das medidas preventivas correlacionadas: combater a obesidade e os erros de dieta, incentivar o exercício físico diário e apelar para os perigos do abstencionismo, do alcoolismo e do tabagismo.Devem ser evitadas as gorduras saturadas e as bebidas alcoólicas, sendo que as dietas devem ser enrequecidas e reforçadas com óleos de peixe, vitaminas e antioxidantes(frutas e vegetais).


ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS
Não podemos deixar de chamar a atenção para o facto da lei 6/2010 de 7 de Maio ter facilitado a vida a muitos doentes, com a comparticipação dos medicamentos tópicos “especifícos” para a psoríase. Existem várias abordagens e estratégias possíveis (combinações de tópicos e fototerapia, fototerapia e fármacos sistémicos), sempre visando optimizar os recursos disponíveis, com o menor risco para a saúde dos doentes.


Falamos de doença crónica e recorrente, pelo que o perfil de segurança a longo prazo é uma das vertentes priorìtárias da estrategia a adoptar. Os “biologicos” são uma ferramenta imprescindível e insubstituível nalguns casos, constituindo, muitas vezes, um último recurso para o sucesso terapêutìco em doentes com contra-indicações ou falta de resposta aos tratamentos sistémicos convencionais e fototerapia.


Doença pouco conhecida
Em Portugal, estima-se que 2 a 3% da população esteja afectada, isto é, cerca de 200 a 300 mil pessoas com psoríase. Apesar de tão frequente, é ainda pouco conhecida do público em geral, que frequentemente lhe atribuì conotações negativas e a confunde com doenças contagiosas. Não nos cansamos de apelar ao bom senso das pessoas e não deixaremos de lutar e de combater tal falta de conhecimento ou mesmo ignorância. “Sentimos muito, mas não contagiamos. Contagioso é o preconceito” é o lema da PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase.


Nesta perspectiva, aconselhamos os doentes a terem atitude pró-activa, falando descomplexadamente sobre a sua doença, mostrando conhecimento e auto-confiança. Devem informar-se com o seu dermatologista sobre qual o melhor tratamento para si, pois todas as pessoas são únicas, o que implica recomendações de tratamento diferentes para cada caso. Nunca é demais escrever e informar sobre esta entidade, que interfere com a vida a vários níveis e cujas consequências podem ser graves: cancro, doença vascular, transtornos metabólicos, depressão e distúrbios de ansiedade, entre outras.


Tende a tornar-se inestética e estigmatizante, com forte impacto psicológico e social, condicionando relações familiares, sociais e profissionais. Por fim, é importante saber-se que o só induz a melhoria das lesões e mesmo a regressão da doença, por acção imunomoduladora sem esquecer os horários adequado e restantes medidas de protecção solar.

Sem comentários: