sábado, 16 de fevereiro de 2013

Fotoenvelhecimento

Os anos passados ao sol deixam a sua marca, o fotoenvelhecimento. Nem oito nem oitenta, aplica-se também à exposição solar: um pouco de luz solar é fundamental para o corpo e para o espírito; a tez bonita, os ossos rijos e a alegria de viver são consequências directas. O sol é uma fonte de vida, mas se em demasia, acelera o envelhecimento e apressa a morte. Sabe-mo-lo da observação à nossa volta, no dia-a-dia.


A imagem da face, do rosto e da restante pele corporal, marcada por rugas, vincos, pregas pendentes, uma textura irregular com manchas hiperpigmentadas intercaladas com zonas descoloradas , ceratoses e outras manifestações não agradáveis à vista, constitue a pele envelhecida. No espírito do público, este retracto constitui a ruína trazida pelo envelhecimento, mas o facto é que, virtualmente, nenhuma destas alterações é devida à passagem do tempo. Elas não são inevitáveis; pelo contrário, de facto são, em grande parte, evitáveis . A emergência ameaçadora de uma pele do rosto permaturamente envelhecida é uma consequência directa de agressões acumuladas resultantes da radiação solar, especialmente da radiação ultra violeta, um processo chamado fotoenvelhecimento.


E as pessoas vivem felizmente, muito mais tempo hoje, e como os efeitos de radiação são acumulados ao longo da vida, mais uma razão para protegermos as nossas crianças e para os adultos serem sensatos e comedidos.


Mas vamos aos produtos, aos cosméticos, “anti envelhecimento”. O mercado está animado com propaganda que dá a entender que muitos e variados produtos têm efeitos “anti-envelhecimento” maravilhosos, e pode ser muito difícil ajuizar criticamente as mensagens promocionais. Em muitos casos, as promessas do produto são grosseiramente exageradas e criam falsas esperanças mas, noutros casos, alguns produtos produzem realmente benefícios.


Os retinóides são o “padrão de ouro” em relação ao qual todos os outros produtos para o fotoenvelhecimento devem ser comparados.


Nenhum outro químico ou droga conhecidos consegue imitar a diversidade de efeitos anatómicos e fisiológicos trazida pelos retinoide. Estas substâncias assemelha-se ao composto aparentado da vitamina A (retinol) e têm efeitos farmacológicos semelhantes. O retinoide tópico melhor conhecido é o ácido trans-retinóico, ou tretinoína, que foi introduzida neste tratamento há mais de 30 anos. Outros retinóides tópicos continuam a chegar ao mercado, e provavelmente terão efeitos semelhantes aos da tretinoína são cremes ou gel, com quantidades variáveis, desde 0,01% a 0,05% de tretinoína. Importa a sua aplicação com arte e sabedoria. Os efeitos sobre a pele sentem-se quase de imediato, e por isso às vezes “assustam” o seu utilizador, pois “mexem” mesmo!


Reduzem as rugas, diminuem a laxitude, aclaram manchas hiperpigmentadas, criam uma superfície mais macia, uma textura mais uniforme e um brilho rosado. As alterações estruturais subjacente a estas melhorias cosméticas incluem a correcção da atrofia da epiderme, deposição de cologénio novo, criação de novos vasos (angiogénese), e, aumento da mitogénese (aumentando o turnover celular). A mitogénese aumentada promove a descamação de ceratinócitos cheios de melanina, provocando algum branqueamento. Outro efeito é a evacuação de material retido dentro de folículos dilatados, que vulgarmente se denomina como pontos negros.


Outros produtos já demonstraram efeitos benéficos, na prática: a vitamina C e E pelo seus efeitos anti-oxidantes; os Ácidos alfa-hidroxi – estes ácidos de frutos naturais, usados desde a antiguidade, recentemente “redescobertos” para aplicação tópica para melhorar a aparência da pele envelhecida pelo sol: os ácidos glicólico, láctico e cítrico.


Recorde-se: ao longo dos anos muitas pessoas cometeram a loucura habitual de banhos de sol prolongado na infância e juventude e depois, na idade adulta, queixam-se dos resultados, quando se vêem ao espelho.


Em conclusão: juízo com o sol, e para rejuvenescer dispomos de cosméticos alguns muito bons e baratos.

Sem comentários: