sexta-feira, 28 de maio de 2010

Como reagir ao stress

Saiba como reagir ao stress

O corpo está preparado para lidar com as ameaças fisicas e com o stresse através de um rápido conjunto de defesas conhecido por reacção de "luta ou fuga." Os problemas surgem quando estas reacções mecanizadas ocorrem também como resposta aos factores psicológicos do stresse - tudo desde gerir um enorme volume de trabalho até fazer chegar o dinheiro até ao fim do mês. Se forem desencadeados de forma repetida, é evidente que o corpo paga por isso.


O sistema nervoso é composto por uma vasta rede de nervos que se ramificam do cérebro e da medula espinal para chegarem a todas as partes do corpo; ele é a origem da nossa consciência e o iniciador de todas as nossas acções. Támbém possui funções automáticas que vigiam e controlam o ambiente interno do corpo e certos processos inconscientes, tais como a respiração. Os colaboradores mais próximos do sistema nervoso autónomo são os ramos simpáticos e parasimpáticos, que exercem efeitos opostos mas que se equilibram um ao outro.


O ramo simpático ajuda-nos a reagir a uma emergência e a lidar com o stresse, a frustração e a raiva acelerando o pensamento e preparando-nos para agir. O ramo parassimpático restabelece um estado de repouso que é importante para o bem-estar e para a fertüdade.


factores psicológicos
- alterações na vida, doença, ou a morte de um ente querido
- não ser capaz de atingir um objectivo (como por exemplo ter um filho)
- relações interpessoais conturbadas, preocupações
- ansiedade sobre temas globais e locais nos jornais e na TV.


Reacções do sistema nervoso autónomo




Viver a vida em alerta constante


Durante os momentos difíceis da vida, o hipotálamo no cérebro desencadeia uma sequência de sinais nervosos e
hormonais que instigam as glândulas supra-renais a libertarem uma vaga de hormonas, sendo as mais abundantes o cortisol e a adrenalina. O cortisol aumenta o nível de glicose na corrente sanguínea e fortalece o uso de glicose por parte do cérebro. Também possui um efeito de retardamento em funções essenciais, tais como a digestão e a reprodução. Entretanto, a adrenalina aumenta o ritmo cardíaco, faz subir a tensão arterial e aumenta a energia para preparar o corpo para agir.


O resultado é a palpitação cardíaca, a respiração acelerada e a rápida libertação de suor - benéficas se tiver que lutar ou fugir, porém inapropriadas em reacção às exigências do emprego. O stresse actual tende a ser prolongado e o corpo acaba por ficar em alerta máximo mais tempo do que deveria. A superprodução de hormonas de stresse, em especial de cortisol, pode exaurir as glândulas supra-renais. A exposição excessiva a estas hormonas também poderá prejudicar vários processos do corpo, aumentando o risco de obesidade, de insónias, de problemas digestivos e de fertilidade, de doença coronária e de depressão.


O hipotálamo reage aos sinais de stresse enviados por outras áreas do cérebro transmítindo a mensagem à glândula pituitária


A glândula pituitária segrega então a ACTH, uma hormona que ordena que as glândulas supra-renais produzam
hormonas de stresse, incluindo o cortisole a adrenalina


O cortisol e a adrenalina são liberados como parte de um complexo sistema de alarme que afecta o ritmo cardíaco e a respíração em regiões da cérebro que controlam o humor; a mativação e o medo

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