quinta-feira, 4 de março de 2010

Gravidez ectópica

Já teve alguma gravidez ectópica?

Cerca de 1 em cada 200 gravidezes termina numa gravidez ectópica, que ocorre quando o embrião se desenvolve fora da cavidade uterina. Na maioria dos casos, o embrião implanta-se numa das trompas de Falópio. No início, a mulher vai "sentir-se" grávida e um teste de gravidez dará positivo, apesar de em muitos casos ela só se aperceber de que está grávida quando a gravidez ectópica causa problemas.

Numa gravidez ectópica o embrião em desenvolvimento implanta-se na parede de uma das trompas de Falópio e não no útero.

O risco de gravidez ectópica aumenta:
- Se já fez uma anterior cirurgia abdominal, em especial aos ovários ou às trompas de Falópio
- Se se submeteu a um tratamento de FIV
- Se a sua idade estiver compreendida entre os 35 e os 44 anos
- Se já antes teve uma infecção pélvica, como por exemplo clamídia
- Se já teve uma gravidez ectópica anterior (um estudo descobriu que a probabilidade aumenta entre 50 e 80 por cento)

Quais são os sintomas da Gravidez ectópica
Os sintomas incluem dores no abdómen, que podem agravar-se e ser acompanhadas por uma hemorragia
vaginal. Pode ocorrer lesão tubária se o óvulo fecundado se espalhar e rebentar a trompa de Falópio na sua tentativa de crescer. Os danos podem ser irreversiveis.

Tratamento da Gravidez ectópica
O tratamento em geral implica uma cirurgia, apesar de muitos hospitais efectuarem uma laparoscopia em que um tubo fino com uma câmara na ponta é inserido no abdómen através de uma pequena incisão, em vez de se recorrer a uma cirurgia mais invasiva. São precisos mais exames posteriores para ver se a trompa de Falópio danificada continua a funcionar de forma adequada. Pode ser possível tratar certas gravidezes ectópicas no seu início por meio não cirurgico, administrando uma injecção de metotrexato. Se, no seguimento de uma gravidez ectópica, uma das suas trompas de falópio sofrer danos irreversíveis, as suas
hipóteses de conceber de forma natural diminuirão. No entanto, desde que a outra trompa de Falópio seja saudável e possua mobilidade total, poderá recolher um óvulo da outra trompa obstruída. Por isso, embora o risco de uma outra gravidez ectópica seja maior, com vigilancia atenta e precoce, além de exames, as mulheres que concebem depois de uma gravidez ectópica têm todas as hipóteses de obter um resultado bem sucedido na sua gravidez seguinte.

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