terça-feira, 30 de março de 2010

Actividades que reduzem a produção de espermatozóides

Algumas das coisas que faz como parte da sua vida quotidiana podem apresentar algum grau de risco para
a sua fertilidade.

TELEMÓVEIS

Esta é uma área que causa grande preocupação entre os meus pacientes. Um estudo recente que foi publicado
afirmava ter descoberto que os homens que transportavam os seus telemóveis nos bolsos das calças e usavam os telefones com muita frequência apresentavam contagens espermáticas mais baixas e espermatozóides com menos mobilidade do que os homens que não se serviam dos seus telemóveis desta maneira. No entanto, o estudo era pequeno e havia mutíssimos outros factores possíveis que podiam ter contribuído para as suas
descobertas, por isso não tinha o mesmo valor que as provas apresentadas por outros estudos que não conseguiram achar nenhum impacto conclusivo.

COMPUTADORES PORTÁTEIS

Os pacientes do sexo masculino perguntam-me com frequência se o hábito de se sentarem com um computador portátil equilibrado no colo pode afectar a sua fertilidade, em resultado do calor que é emitido pela base do computador. Um estudo recente cujas descobertas foram publicadas numa revista importante europeia sobre medicina reprodutiva revelou que quando um grupo de homens saudáveis com idades compreendidas entre os 21 e os 35 anos colocava os portáteis no colo durante uma hora, a sua temperatura escrotal aumentava em quase um grau. Embora a subida fosse temporária se ocorrer a intervalos muito próximos, o tempo de recuperação pode não ser suficiente e podem ocorrer danos irreversíveis na produçãoo de espermatozóides. Assim, é melhor que os homens limitem a utilização dos computadores no colo.

CALOR

Para que a produçãoo espermática posa prosseguir com eficácia é importante que os testículos não fiquem demasiado quentes (nem demasiado frios). Nos homens que trabalham em ambientes muito quentes, ou naqueles que usam roupa interior muito apertada durante longos períodos de tempo, como os calções em licra usados pelos ciclistas profissionais, a produção espermática é afectada de forma adversa, porque o seu escroto
não tem como arrefecer. (Nas temperaturas frias, o escroto contrai-se e os testiculos são simplesmente recolhidos no corpo para mantê-los à temperatura correcta, por isso a produção de espermatozóides é menos afectada do que quando se verifica calor excessivo constante.)

TOXINAS AMBIENTAIS

Sabe-se que a produção de espermatozóides é afectada por determinadas toxinas presentes no meio ambiente. Em dosagens muito baixas, estas não são nocivas mas a fertilidade dos homens que trabalham ou que estão em contacto regular com estas toxinas poderá ser afectada. Os metais tóxicos que podem ser prejudiciais incluem o
chumbo, o cádmio e o mercúrio e os químicos tóxicos incluem pesticidas como por exemplo o dibromocloropropano, o clordecone, o etileno dibromide e o glicol éter (usados em tintas, colas e tinteiros de impressoras).

As contagens de espermatozóides estão em declínio?
Parece que a média de contagens de espermatozóides se encontra em declínio no mundo desenvolvido. Apesar de a análise seminal ter mais probabilidades de ser agora mais exacta do que antes, o que pode ser responsável por algumas das diferenças nas contagens de espermatozóides comparadas com as de há 50 anos, parece que há, de facto, uma grande variedade de factores que pode estar a afectar a produção de espermatozóides. É dificil fornecer um número exacto para a contagem média de espermatozóides actual comparada com a de há 50 anos e também é dificil fornecer causas precisas, mas são cada vez mais os homens que reconhecem ter problemas
de infertilidade. É provável que isso se deva a uma modificaçào cultural e a um aumento na percepção do problema.

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